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Cirurgia plástica no Brasil em números: o que mostra o levantamento ISAPS 2024

O Brasil lidera o mundo em volume de cirurgias plásticas. Veja os números oficiais do levantamento ISAPS 2024.

Gráfico de barras horizontais mostrando procedimentos cirúrgicos em 2024 entre os 10 países com mais procedimentos estéticos no total: Brasil em primeiro lugar com 2.354.513, seguido por Estados Unidos, México, Índia, Alemanha, Turquia, Itália, França, Japão e Taiwan
Gráfico: Bellcorpus, com dados de ISAPS Global Survey 2024

Todo ano, a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) publica o maior levantamento global sobre cirurgia plástica e procedimentos estéticos, reunindo dados enviados por sociedades médicas de dezenas de países. A edição referente a 2024 confirma uma posição que o Brasil já ocupa há alguns anos: a de país com o maior volume de cirurgias do mundo. A ISAPS pede que seus números sejam sempre citados com indicação da fonte, o que fazemos ao longo deste texto.

O Brasil é o número um em volume cirúrgico

Segundo a ISAPS, o Brasil realizou 2.354.513 procedimentos cirúrgicos em 2024. Esse volume corresponde a 13,5% de todas as cirurgias estéticas e reconstrutivas realizadas no mundo naquele ano — a maior fatia de qualquer país, o que coloca o Brasil na primeira posição do ranking mundial de volume cirúrgico.

Quando se somam os procedimentos cirúrgicos aos não cirúrgicos (como aplicações injetáveis), o total brasileiro chega a 3.123.758 procedimentos, o equivalente a 8,2% do total mundial. Nesse recorte combinado, o Brasil fica em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos — que lideram o total geral por causa do volume grande de procedimentos não cirúrgicos, mesmo fazendo menos cirurgias do que o Brasil.

Quantos cirurgiões atuam no país

O levantamento também contabiliza o corpo de especialistas: o Brasil tem 6.497 cirurgiões plásticos, o equivalente a 11,1% do total mundial — a segunda maior comunidade de especialistas do mundo, atrás dos Estados Unidos, que somam 7.752 cirurgiões (13,2% do total mundial).

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que representa a categoria no país, destaca em nota própria os mesmos números do levantamento ISAPS e afirma reunir mais de 7 mil cirurgiões associados — reforçando que a posição de destaque do Brasil não vem apenas do volume de procedimentos, mas também do tamanho da comunidade médica especializada na área.

Lipoaspiração: o procedimento em que o Brasil mais se destaca

Entre os procedimentos específicos, a lipoaspiração é onde a liderança brasileira aparece com mais força: o país registrou 232.593 lipoaspirações em 2024, o que representa 14,0% de todas as lipoaspirações realizadas no mundo — o maior volume de qualquer país nesse procedimento específico.

O panorama mundial em que esses números se encaixam

Para dar dimensão ao tamanho do mercado global, a ISAPS estima que cerca de 38 milhões de procedimentos estéticos foram realizados no mundo em 2024, somando 17,4 milhões de procedimentos cirúrgicos e 20,5 milhões de procedimentos não cirúrgicos — um crescimento de 42,5% em relação a quatro anos antes. Dentro desse total mundial, os cinco procedimentos cirúrgicos mais realizados em 2024 foram, pela ordem: cirurgia de pálpebras (blefaroplastia), lipoaspiração, aumento de mama, revisão de cicatrizes e rinoplastia — sendo que a blefaroplastia ultrapassou a lipoaspiração pela primeira vez desde que a ISAPS começou a publicar o levantamento.

A SBCP também destaca, com base nos mesmos dados, que o Brasil ocupa posição de destaque global em várias frentes além da lipoaspiração: cirurgia de mama, procedimentos faciais, reconstrução de queimaduras, transplante capilar e correção de cicatrizes.

Quem faz esses procedimentos

O levantamento também traça um perfil de quem recorre à cirurgia estética no mundo. A própria ISAPS confirma que mulheres respondem por cerca de 85,5% dos procedimentos estéticos globais, contra 14,5% de homens — entre o público masculino, os procedimentos mais comuns são a cirurgia de pálpebras, seguida pela correção de ginecomastia. Por faixa etária, os dados de 2024 mostram concentrações claras em determinados procedimentos: pessoas entre 18 e 34 anos respondem por 54% dos aumentos de mama e por 60,1% das rinoplastias, enquanto a faixa de 35 a 50 anos concentra 47% das aplicações de toxina botulínica. Já a lipoaspiração e os procedimentos não cirúrgicos de contorno corporal aparecem distribuídos de forma bem mais uniforme entre as faixas etárias, sem uma concentração tão marcada em um grupo específico.

O que esses números não dizem

Vale uma ressalva de método: o levantamento ISAPS depende do envio voluntário de dados pelas sociedades médicas nacionais, e compara países de tamanhos populacionais muito diferentes sem normalizar por habitante. Os números aqui citados são volumes absolutos e fatias percentuais do total mundial — úteis para entender a escala da cirurgia plástica no Brasil, mas que não substituem uma análise por cirurgião, por região ou por procedimento específico caso o leitor precise de um dado mais granular.

Fonte: ISAPS Global Survey 2024 e SBCP.

Fontes

  • International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). ISAPS Global Survey 2024. isaps.org, 2025. isaps.org · sem licença aberta declarada (citado).
  • Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Brasil lidera cirurgias plásticas no mundo e reforça papel da SBCP. cirurgiaplastica.org.br, 2025. cirurgiaplastica.org.br · sem licença aberta declarada (citado).

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